quinta-feira, 21 de julho de 2011

Nada é tudo

Acordei um pouco tarde e perdi o horário de andar de bicicleta na manhã ensolarada desta quinta. Perdi também o horário de ir fazer algumas fotos para um ensaio autoral. Perdi tempo. Perdi. Perdi a movimentação da cidade nessa parte do dia. Não perdi sono. Isso não. Agora estou perdendo, na madrugada. Em alguma música, Marcelo D2 dizia que a vida é um eterno perde e ganha. Nem é. Todo dia a gente ganha. Tudo que perdi, foi ganho. Estranho?

Ganhei elogios. Ganhei amor, experiências e ganhei convites. Ganhei conhecimento, conversas. Ganhei descanso, sono, sonho. Ganhei mais um dia de vida, vendo, vivendo. Ganhei mais um almoço naquela mesa, com aquele avô, que também é meu. Ele é pai, ele é avô. De Carlos Lacerda à Roberto Carlos. Calça frouxa. Muita coisa na memória. Até foto no jornal. Bem legal. Características dele que me identifico bem. Fazia tempo que não saía nada da memória, assim.


O silêncio toma conta. Mas o cachorro começa a latir bem alto. Isso se repete às 7 da manhã, diariamente. Imagina. Quase dormindo, um boa noite. E daqui, me deito. Quem sabe amanhã consigo ganhar mais algumas coisas e fazer fotos pouco atrasadas e pedalar, pedalar, pedalar, sem destino, ou hora pra chegar.

Um comentário:

  1. Não sabia que você era poético nas palavras, além da fotografia. Mininu, tu tem um olhar muito lindo sobre as coisas, é profundo sem deixar elas trágicas. Que bom poder ler esse blog! ;)

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